Os 10 Vestidos Que Fizeram A História Da Moda (Parte I)
Os 10 Vestidos Que Fizeram A História Da Moda (Parte I)

Schiaparelli, Dior, Donna Karan e muitos outros estilistas mudaram a história da moda graças à sua criatividade.

Houve muitas mudanças nas silhuetas femininas, desde a menina Gibson no início de 1900, de características aristocráticas, com nariz e bocas pequenas e muito bem vestida, para o passado pin-up até as melindrosas.

1 – Vestidos FLAPPERS

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O vestido “flapper” foi usado no ano de 1920 que se referia a um novo estilo de vida das jovens mulheres que usavam saias curtas, não usavam corpete, usavam também um corte de cabelo especial chamado corte Bob, ouviam música Jazz. As melindrosas usavam muita maquiagem, bebiam licor, fumavam, dirigiam, muitas vezes em alta velocidade, que na época era um desafio à lei ou ao contrário do que era considerado socialmente correto.

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Nos Estados Unidos, desde o primeiro instante associava-se que a moda melindrosa com sapatos agulhas provinha de bordéis.

Para além do que normalmente se pensa, as melindrosas acabaram com os corpetes que “melhoravam” suas “necessidades” estética. Ironicamente, apesar de sua imagem provocativa, em vez de usar os corpetes para realçar suas curvas, cintura fina, busto e quadril. As melindrosas usavam os corpetes para moldar uma figura sem formas, reduzindo seios e quadris, dando uma imagem mais infantil e frágil. O espartilho, que elas usavam ia até o início da perna, usavam cintas ligas para segurar as meias de seda preta ou branca.

2 – NEW LOOK de Dior

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Durante a Segunda Guerra Mundial, o tecido para fazer roupa era racionado, e as roupas foram elaboradas com o mínimo de material. Após a guerra, as queriam roupas que a deixassem mais femininas e desejadas. Os designers voltaram para os estilos dos anos 30, mas pelo ambiente em que se encontravam, foram criticados como extravagantes e irrelevantes.

Em 12 de fevereiro de 1947, Christian Dior apresentou sua primeira coleção, sua linha “Corolle” (Nomeada assim como referência à coroa ou anel de pétalas de uma flor), Renomeada como New Look por Carmel Snow, um editor da Harper Bazaar, ao terminar o desfile disse “Que revolução, querido, seus vestidos lançaram um
New Look(novo estilo)

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Foi uma coleção muito feminina, com ombreiras suaves, cinturas ajustadas e saias longas e largas. Ele representou uma mudança dramática durante a época pós guerra.

Dior conhecido por seu uso excessivo de tecido. Para os seus primeiros, eram necessários cerca de 9 metros de tecido. Então, depois chegou a usar até 70 metros de tecido para desenhos refinados que eliminavam o volume na cintura.

3 – O Vestido Artístico

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A grande Schiaparelli, a visionária designer italiana, durante metade do século XX assinou criações de moda mais excêntricas e inovadores do seu tempo. Quem não conhece o chapéu em forma de sapato ou o vestido com uma lagosta?

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Schiaparelli, a “Senhora” da moda italiana foi a primeira a usar a arte na moda. Conheceu os surrealistas Man Ray e Marcel Duchamp. Suas criações originais seduziam os surrealistas, que trabalharam com ela, para realizar peças tão inesquecíveis como também impossíveis. Vestidos de inspiração oriental, cores vivas, tecidos finos… Schiaparelli não era conhecida pela discrição, mas sim pela sua excentricidade.

Com Dalí fez o lendário vestido com a lagosta e o chapéu-sapato. As celebridades da época (Marlene Dietrich, Wallis Simpson, Mae West…) tornaram-se clientes regulares.

Como os designers de hoje, também teve sua própria linha de perfume. Serviu de inspiração para Jean Paul Gaultier para suas fragrâncias.

O Tailleur Chanel

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Há muitos exemplos de símbolos eternos na história da moda, Chanel como seu terninho. As razões para este sucesso são a perfeita elegância e praticidade, não ao acaso, mas sim o resultado de uma obsessão de sua criadora, que nunca deixou de estudar o “terno perfeito”.

Depois de muitos anos de experimentação, pôde-se concluir todos os seus trajes de forma perfeita: Colarinho, sem colarinho, com bolsos etc, mas sempre com forro de seda combinando com a blusa, joias, botoes em jóia e o corte perfeito.

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Entre o final dos anos 50 e 60, o terno de Chanel foi um dos símbolos das mulheres da burguesia chique que podia ser encontrado em todo o mundo ocidental, e associava a imagem de uma forte, de classe, inteligente, independente e moderna. Durante este período, o traje se tornou “um elemento indispensável, e que toda mulher americana deveria ter em seu guarda-roupa, a única peça de roupa que se adapta a cada momento do dia”.